{"id":4324,"date":"2022-03-24T10:32:21","date_gmt":"2022-03-24T10:32:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.icterra.pt\/?p=4324"},"modified":"2022-03-24T10:45:42","modified_gmt":"2022-03-24T10:45:42","slug":"a-crise-sismo-vulcanica-nas-ilhas-de-sao-jorge-no-arquipelago-dos-acores-e-o-seu-acompanhamento-pela-equipa-do-ict","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.icterra.pt\/legacy\/index.php\/2022\/03\/24\/a-crise-sismo-vulcanica-nas-ilhas-de-sao-jorge-no-arquipelago-dos-acores-e-o-seu-acompanhamento-pela-equipa-do-ict\/","title":{"rendered":"A crise sismo-vulc\u00e2nica nas ilhas de S\u00e3o Jorge no Arquip\u00e9lago dos A\u00e7ores e o seu acompanhamento pela equipa do ICT"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">CRISE SISMO-VULC\u00c2NICA NA ILHA DE S\u00c2O JORGE NO ARQUIPELAGO DOS A\u00c7ORES<\/span><\/h1>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><em>Mourad Bezzeghoud Coordenador do Grupo Din\u00e2mica da Litosfera<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><em>Com a colabora\u00e7\u00e3o de: Jos\u00e9 F. Borges, Rui Oliveira, Jo\u00e3o Fontiela, Ines Hamak Departamento de F\u00edsica, Instituto de Ci\u00eancias da Terra da Universidade de \u00c9vora Mar\u00e7o de 2022<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><em>\u00a0<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">No dia 20 de Mar\u00e7o de 2022, o site do IPMA reporta 170 sismos com magnitude \u2265 2 at\u00e9 \u00e0s 17h30. Muito mais sismos ocorreram abaixo deste valor. No dia 23 j\u00e1 foram registados mais de 2000 sismos, todos de fraca magnitude.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A hist\u00f3ria do arquip\u00e9lago dos A\u00e7ores, desde a descoberta e coloniza\u00e7\u00e3o na primeira metade do s\u00e9culo XV at\u00e9 agora, \u00e9 marcada pelos impactes sociais e econ\u00f3micos produzidos pelos sismos, principalmente os de forte intensidade\/magnitude. A informa\u00e7\u00e3o compilada leva-nos a concluir que neste per\u00edodo 33 sismos afetaram as ilhas dos A\u00e7ores com uma intensidade igual ou superior a VII, causando cerca de 6.300 mortos e destrui\u00e7\u00e3o generalizada em algumas ilhas do Arquip\u00e9lago, principalmente em S. Miguel, Terceira, Graciosa, Faial, S. Jorge e Pico. A acomoda\u00e7\u00e3o dos movimentos diferenciais que ocorrem devido \u00e0 fronteira entre as placas Eurasi\u00e1tica, Africana (Nubia) e Norte Americana e tamb\u00e9m o vulcanismo que ocorre na regi\u00e3o, s\u00e3o os principais respons\u00e1veis pela intensa atividade s\u00edsmica que ocorre deste arquip\u00e9lago. J\u00e1 foram publicados pela equipa do ICTU\u00c9 v\u00e1rios estudos que verificam as quest\u00f5es cient\u00edficas dos sismos conhecidos, particularmente os que interferiram severamente na vida do povo a\u00e7oriano ao longo da sua hist\u00f3ria, os quais denominamos de grandes sismos (ver Figs. 1 e 2, Tabela 1).<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"534\" height=\"300\" class=\"alignnone wp-image-4331 size-full\" src=\"https:\/\/www.icterra.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Pasted-into-A-crise-sismo-vulc\u00e2nica-nas-ilhas-de-S\u00e3o-Jorge-no-Arquip\u00e9lago-dos-A\u00e7ores-e-o-seu-acompanhamento-pela-equipa-do-ICT.png\" srcset=\"https:\/\/www.icterra.pt\/legacy\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Pasted-into-A-crise-sismo-vulc\u00e2nica-nas-ilhas-de-S\u00e3o-Jorge-no-Arquip\u00e9lago-dos-A\u00e7ores-e-o-seu-acompanhamento-pela-equipa-do-ICT.png 534w, https:\/\/www.icterra.pt\/legacy\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Pasted-into-A-crise-sismo-vulc\u00e2nica-nas-ilhas-de-S\u00e3o-Jorge-no-Arquip\u00e9lago-dos-A\u00e7ores-e-o-seu-acompanhamento-pela-equipa-do-ICT-300x169.png 300w\" sizes=\"(max-width: 534px) 100vw, 534px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><strong>Fig. 1: <\/strong><u>Painel superior<\/u> &#8211; Sismicidade (M&gt; 4,0) ao longo da parte ocidental do limite da placa Eur\u00e1sia-\u00c1frica de 1926 a 2017 (de arquivos de dados NEIC). Os dados batim\u00e9tricos s\u00e3o da Grade GEBCO_2014. NA=placa norte-americana, EA=placa eurasiana, AF=placa africana; o ret\u00e2ngulo preto corresponde \u00e0 \u00e1rea da regi\u00e3o dos A\u00e7ores mostrada no painel inferior. <u>Painel inferior<\/u> &#8211; Sismicidade instrumental (M&gt;3,5) para a regi\u00e3o dos A\u00e7ores de 1926 a 2017 e principais acidentes tect\u00f3nicos. Os n\u00fameros entre par\u00eanteses correspondem aos 7 sismos que representam 84,1% do momento s\u00edsmico total divulgado nesta \u00e1rea durante o per\u00edodo instrumental (1926 &#8211; 2017): Os nomes das ilhas s\u00e3o Co= Corvo; Fl= Flores; Fa= Faial; Pc= Pico; Gr= Graciosa; Te= Terceira; Smi= S-Miguel: SMa= Sta. Maria. MAR= Dorsal Meso-Atl\u00e2ntica; TR= Serra da Terceira; NAF=Zona de Fratura dos A\u00e7ores Norte; FF= Fratura Faial; AF= Fratura dos A\u00e7ores; PAF= Fratura da Princesa Alice; WAF=Fratura dos A\u00e7ores Ocidentais; EAF=Fratura dos A\u00e7ores Orientais; GF= Falha Gl\u00f3ria; AP= Planalto dos A\u00e7ores (Caldeira et al., 2017).<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"533\" height=\"623\" class=\"alignnone wp-image-4332 size-full\" src=\"https:\/\/www.icterra.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Pasted-into-A-crise-sismo-vulc\u00e2nica-nas-ilhas-de-S\u00e3o-Jorge-no-Arquip\u00e9lago-dos-A\u00e7ores-e-o-seu-acompanhamento-pela-equipa-do-ICT-1.png\" srcset=\"https:\/\/www.icterra.pt\/legacy\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Pasted-into-A-crise-sismo-vulc\u00e2nica-nas-ilhas-de-S\u00e3o-Jorge-no-Arquip\u00e9lago-dos-A\u00e7ores-e-o-seu-acompanhamento-pela-equipa-do-ICT-1.png 533w, https:\/\/www.icterra.pt\/legacy\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Pasted-into-A-crise-sismo-vulc\u00e2nica-nas-ilhas-de-S\u00e3o-Jorge-no-Arquip\u00e9lago-dos-A\u00e7ores-e-o-seu-acompanhamento-pela-equipa-do-ICT-1-257x300.png 257w\" sizes=\"(max-width: 533px) 100vw, 533px\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><strong>Tabela 1<\/strong>: Sismos Hist\u00f3ricos nos A\u00e7ores com Intensidade \u2265VIII (Fontiela et al., 2017).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O \u00faltimo fen\u00f3meno de relevo que ocorreu na ilha de S\u00e3o Jorge foi a erup\u00e7\u00e3o submarina de\u00a0 1964: \u201cNo dia 21 de Agosto de 1963, pequenos sismos foram sentidos nas ilhas do Faial, Pico e S. <\/span><span style=\"font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Jorge. Um deles, com epicentro no canal de S. Jorge, provocou ligeiros danos na povoa\u00e7\u00e3o de Cais do Pico, tendo atingido intensidade m\u00e1xima de 5-6 da escala de Mercalli e um raio de percetibilidade de 100 km. A partir de 13 de Dezembro do mesmo ano, os sism\u00f3grafos do observat\u00f3rio de Horta marcaram um tremor de terra vulc\u00e2nico, cont\u00ednuo, que se prolongou at\u00e9 Janeiro de 1964, sendo relacionado inicialmente com a atividade do vulc\u00e3o dos Capelinhos. Em 29 de Janeiro e 1 de Fevereiro de 1964, dois cabos submarinos foram cortados, por tra\u00e7\u00e3o, no canal de S. Jorge. Em 14 de Fevereiro foram sentidos alguns tremores vulc\u00e2nicos, mas a crise s\u00edsmica come\u00e7ou s\u00f3 no dia seguinte (15 de Fevereiro) \u00e0s 7 h da manh\u00e3. Sentiram-se nesse dia, at\u00e9 \u00e0 meia-noite, 179 abalos e 125 no dia seguinte. A partir de ent\u00e3o a frequ\u00eancia come\u00e7ou a diminuir (Gr\u00e1fico&#8217; 1). Nos tr\u00eas primeiros dias, os epicentros situaram-se na parte m\u00e9dia da ilha de S. Jorge, nas proximidades dos pontos das erup\u00e7\u00f5es vulc\u00e2nicas hist\u00f3ricas (Urzelina e Manadas). Assim, no in\u00edcio, o epicentro localizava-se nas proximidades do Cabe\u00e7o ou pico de Maria Pires, entre Urzelina e Toledo, mudando mais tarde para a \u00e1rea do pico da Esperan\u00e7a e fazendo-se sentir, depois, em diversos pontos ao longo da fratura\u00a0 que\u00a0 existe\u00a0 entre\u00a0 aqueles dois picos. Os abalos <\/span><span style=\"font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">atingiram o grau 6 da escala de Mercalli modificada, provocando p\u00e2nico e fuga das popula\u00e7\u00f5es em dire\u00e7\u00e3o da vila das Velas. Os sismos afetaram as \u00e1reas de Urzelina, Manadas, Santo Ant\u00f3nio e Norte Grande (Gr\u00e1fico 2), aumentando de intensidade at\u00e9 o dia 18. Em 18 de Fevereiro, os epicentros emigraram para NW em dire\u00e7\u00e3o da costa dos Rosais. Os abalos sentiram-se com maior intensidade nas \u00e1reas de Rosais, Beira, Velas, Santo Amaro, Manadas, Santo Ant\u00f3nio e Norte Grande. Alguns atingiram o grau 8 na vila das Velas e na freguesia dos Rosais, onde a quase totalidade das casas ficou destru\u00edda ou tornada inabit\u00e1vel. Estes sismos devem ter coincidido com o epicentro local. Depois do dia 18, um epicentro de fraca intensidade (grau 1-2) subsistiu no interior da ilha. A maioria dos abalos n\u00e3o foi sentida em Calheta e ainda menos no Topo (registo dos sismos). (\u2026) de grandes repara\u00e7\u00f5es foi superior a 250. Finalmente, o n\u00famero de habita\u00e7\u00f5es danificadas excedeu 900.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O tremor de terra vulc\u00e2nico, bem como os cheiros sulfurosos e sulf\u00eddricos notados nos dias 18, 19 e 20 na vila das Velas e, mais tarde, em Rosais, Beira, Santo Amaro e Norte Grande, transportados por ventos do SW, permitem pensar na exist\u00eancia de atividade vulc\u00e2nica submarina que o estado do mar n\u00e3o deixou observar. No entanto, a tripula\u00e7\u00e3o de um barco que atravessou o canal de S. Jorge no meio de grande tempestade observou a presen\u00e7a de uma grande mancha esbranqui\u00e7ada na superf\u00edcie do mar, o que pode indicar, possivelmente, o local de uma pequena erup\u00e7\u00e3o submarina (Zbyzweski et al., 1977).<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"503\" height=\"272\" class=\"alignnone wp-image-4333 size-full\" src=\"https:\/\/www.icterra.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Pasted-into-A-crise-sismo-vulc\u00e2nica-nas-ilhas-de-S\u00e3o-Jorge-no-Arquip\u00e9lago-dos-A\u00e7ores-e-o-seu-acompanhamento-pela-equipa-do-ICT-2.png\" srcset=\"https:\/\/www.icterra.pt\/legacy\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Pasted-into-A-crise-sismo-vulc\u00e2nica-nas-ilhas-de-S\u00e3o-Jorge-no-Arquip\u00e9lago-dos-A\u00e7ores-e-o-seu-acompanhamento-pela-equipa-do-ICT-2.png 503w, https:\/\/www.icterra.pt\/legacy\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Pasted-into-A-crise-sismo-vulc\u00e2nica-nas-ilhas-de-S\u00e3o-Jorge-no-Arquip\u00e9lago-dos-A\u00e7ores-e-o-seu-acompanhamento-pela-equipa-do-ICT-2-300x162.png 300w\" sizes=\"(max-width: 503px) 100vw, 503px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><strong>Fig. 2<\/strong>: Mapa de Intensidade M\u00e1xima Observada para o Arquip\u00e9lago dos A\u00e7ores (Portugal) de 1522 a 2012 para os grupos (a) leste e <\/span><span style=\"font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">(b) central. As ilhas dos grupos ocidentais n\u00e3o est\u00e3o representadas, devido ao baixo n\u00edvel de sismicidade (Fontiela et al., 2017).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A equipa da Universidade de \u00c9vora<sup>*<\/sup>, que j\u00e1 est\u00e1 nos A\u00e7ores ir\u00e1 instalar 6 esta\u00e7\u00f5es s\u00edsmicas de banda larga e um aceler\u00f3metro: uma no Pedro Miguel (Faial), 2 na Ribeirinha (Pico), 3 em S. Roque ou\/e Bandeiras (S. Jorge). O aceler\u00f3metro ser\u00e1 instalado, em S. Jorge, na zona onde foram registados eventos de maior magnitude. Esta rede ser\u00e1 essencialmente para completar a monitoriza\u00e7\u00e3o em curso feita pela rede s\u00edsmica do IPMA, mas tamb\u00e9m ser\u00e1 orientada no sentido de estudar e compreender melhor os processos de rotura das fontes sismo-vulc\u00e2nicas que est\u00e3o na origem desta crise s\u00edsmica.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">*A equipa \u00e9 composta pelo Prof. Jos\u00e9 F. Borges, os Investigadores Rui Oliveira e Jo\u00e3o Fontiela (Depto. De F\u00edsica , ICTU\u00c9), assim com a doutoranda, Ines Hamak, do programa de doutoral em Ci\u00eancias da Terra e do Espa\u00e7o.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h1><span style=\"font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><u>Nota:<\/u> Que tipo de sismos existem?<\/span><\/h1>\n<p><span style=\"font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Os sismos t\u00eam v\u00e1rias origens e s\u00e3o classificados segundo a sua natureza. S\u00e3o conhecidos sismos com causas naturais, como os tect\u00f3nicos, os vulc\u00e2nicos ou os provocados por derrocadas artificiais e os artificiais, provocados pela interven\u00e7\u00e3o humana, como explos\u00f5es nucleares ou qu\u00edmicas, minera\u00e7\u00e3o, enchimento de barragem, etc. Os sismos tect\u00f3nicos, os mais comuns, s\u00e3o bem explicados pela tect\u00f3nica das placas. Os sismos vulc\u00e2nicos, que acompanham as erup\u00e7\u00f5es, servem para a previs\u00e3o destas. Exceto os provocados por explos\u00f5es nucleares, os sismos artificiais s\u00e3o em geral de fraca magnitude (ver tabela infra, Bezzeghoud et al., 2005).<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"150\"><span style=\"font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><strong>Mecanismo de rutura<\/strong><\/span><\/td>\n<td colspan=\"2\" width=\"288\"><span style=\"font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><strong>Sismos naturais<\/strong><\/span><\/td>\n<td colspan=\"2\" width=\"306\"><span style=\"font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><strong>Sismos artificiais<\/strong><\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td rowspan=\"2\" width=\"150\">&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><strong>Falha<\/strong><\/span><\/td>\n<td rowspan=\"2\" width=\"135\">&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Sismos Tect\u00f3nicos<\/span><\/td>\n<td rowspan=\"2\" width=\"154\"><span style=\"font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Fractura\u00e7\u00e3o das rochas devido \u00e0 penetra\u00e7\u00e3o dos magmas<\/span><\/td>\n<td rowspan=\"6\" width=\"126\">&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Sismos induzidos<\/span><\/td>\n<td width=\"180\"><span style=\"font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Barragem<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"180\">&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Explora\u00e7\u00e3o de g\u00e1s, etc.<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td rowspan=\"2\" width=\"150\">&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><strong>Explos\u00e3o<\/strong><\/span><\/td>\n<td rowspan=\"2\" width=\"135\">&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Sismos Vulc\u00e2nicos<\/span><\/td>\n<td rowspan=\"2\" width=\"154\"><span style=\"font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Desgaseifica\u00e7\u00e3o, oscila\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria do reservat\u00f3rio<\/span><\/td>\n<td width=\"180\"><span style=\"font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Tiros durante as explora\u00e7\u00f5es s\u00edsmicas<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"180\"><span style=\"font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Tiros de minas e de pedreiras<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td rowspan=\"2\" width=\"150\">&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><strong>Implos\u00e3o<\/strong><\/span><\/td>\n<td rowspan=\"2\" width=\"135\">&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Sismos de origem grav\u00edtica<\/span><\/td>\n<td rowspan=\"2\" width=\"154\"><span style=\"font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Derrocadas de grutas em rochas evapor\u00edticas ou carbonatas<\/span><\/td>\n<td width=\"180\"><span style=\"font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Ensaios nuclear subterr\u00e2neos<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"180\"><span style=\"font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Derrocadas de antigas minas<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><span style=\"font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><strong>Tabela 2<\/strong>: Que tipo de sismos existem? (Bezzeghoud et al., 2005).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Conforme a tabela 2, a crise sismo-vulc\u00e2nica na ilha de S\u00e2o Jorge no arquip\u00e9lago dos A\u00e7ores deve ser classificada nos Sismos naturais vulc\u00e2nicos devidos a uma desgaseifica\u00e7\u00e3o e oscila\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria do reservat\u00f3rio.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h1><span style=\"font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Refer\u00eancias<\/span><span style=\"font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/span><\/h1>\n<ul>\n<li><span style=\"font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Caldeira ; J. Fontiela; J. F. Borges; M. Bezzeghoud, 2017. &#8220;Large earthquakes in the Azores&#8221;. Fi\u0301sica de la Tierra 29: 29-45. <a href=\"http:\/\/doi.org\/10.5209\/fite.57601\">http:\/\/doi.org\/10.5209\/fite.57601<\/a><\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Zbyzwesky et al (1977). Os sismos de 1964 na ilha de jorge (a\u00e7ores) registo di\u00e1rio. Ci\u00eancias da Terra, 3, 33-59<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Fontiela, J.; Bezzeghoud, M.; Rosset, P.; Rodrigues, F.C.. 2017. &#8220;Maximum observed intensity map for the Azores archipelago (Portugal) from 1522 to 2012 Seismic Catalog&#8221;. Seismological Research Letters 88 (4): 1178-1184. <a href=\"http:\/\/dx.doi.org\/10.1785\/0220160159\">http:\/\/dx.doi.org\/10.1785\/0220160159<\/a><\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Bezzeghoud M., Borges J. F., Caldeira B. e A. Araujo, 2005. Riscos S\u00edsmicos e Vulc\u00e2nicos. In Riscos Naturais e Tecnol\u00f3gicos e sua Preven\u00e7\u00e3o. Ed. Bezzeghoud M. A. M. Silva, R. Dias e J. Mir\u00e3o, CGE, University of \u00c9vora. 2.1\u20222.36, 36<\/span><\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CRISE SISMO-VULC\u00c2NICA NA ILHA DE S\u00c2O JORGE NO ARQUIPELAGO DOS A\u00c7ORES \u00a0 Mourad Bezzeghoud Coordenador do Grupo Din\u00e2mica da Litosfera Com a colabora\u00e7\u00e3o de: Jos\u00e9 F. Borges, Rui Oliveira, Jo\u00e3o Fontiela, Ines Hamak Departamento de F\u00edsica, Instituto de Ci\u00eancias da Terra da Universidade de \u00c9vora Mar\u00e7o de 2022 \u00a0 No dia 20 de Mar\u00e7o de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":4331,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[15,1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.icterra.pt\/legacy\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4324"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.icterra.pt\/legacy\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.icterra.pt\/legacy\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.icterra.pt\/legacy\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.icterra.pt\/legacy\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4324"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/www.icterra.pt\/legacy\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4324\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4339,"href":"https:\/\/www.icterra.pt\/legacy\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4324\/revisions\/4339"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.icterra.pt\/legacy\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4331"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.icterra.pt\/legacy\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4324"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.icterra.pt\/legacy\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4324"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.icterra.pt\/legacy\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4324"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}