{"id":3067,"date":"2021-02-09T14:25:04","date_gmt":"2021-02-09T14:25:04","guid":{"rendered":"https:\/\/www.icterra.pt\/?p=3067"},"modified":"2021-02-09T14:54:06","modified_gmt":"2021-02-09T14:54:06","slug":"estudo-da-ue-ict-defende-que-montado-pode-influenciar-positivamente-a-qualidade-da-agua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.icterra.pt\/legacy\/index.php\/2021\/02\/09\/estudo-da-ue-ict-defende-que-montado-pode-influenciar-positivamente-a-qualidade-da-agua\/","title":{"rendered":"Estudo da U\u00c9\/ICT defende que Montado pode influenciar positivamente a qualidade da \u00e1gua"},"content":{"rendered":"<div class=\"row\">\n<div class=\"conteudo-resumo col-12 col-md-12\">\n<div class=\"resumo\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">Um estudo do Instituto Ci\u00eancias da Terra da Universidade de \u00c9vora (U\u00c9) demonstrou que a cobertura agro-silvo-pastoril, ou seja, o Montado, um ecossistema caracter\u00edstico do Alentejo e que subsiste apenas no Mediterr\u00e2neo, exerce um efeito positivo na qualidade de linhas de \u00e1gua atuando como uma barreira \u00e0 polui\u00e7\u00e3o e dificultando o arrastamento de compostos pelas chuvas. Patr\u00edcia Palma, investigadora no Instituto de Ci\u00eancias da Terra (ICT) da U\u00c9, que liderou este estudo, sublinha que \u201cas \u00e1reas com maior percentagem de Montado apresentam melhor qualidade de \u00e1gua\u201d.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"row\">\n<div class=\"conteudo col-12\">\n<div class=\"corpo\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">As ribeiras com regimes tempor\u00e1rios foram os sistemas que apresentaram maior sensibilidade \u00e0s diferen\u00e7as de uso do solo e \u00e0 sazonalidade, conclu\u00edram os investigadores. Patr\u00edcia Palma revela que as \u201c\u00e1reas com intensa atividade agr\u00edcola e as \u00e1reas urbanas podem contribuir para a diminui\u00e7\u00e3o da qualidade da \u00e1gua na Bacia do Guadiana\u201d, um facto que fica ainda mais evidente no per\u00edodo chuvoso. \u201cAs chuvas e enxurradas s\u00e3o um dos principais motores de arrastamento de contaminantes para as massas de \u00e1guas&#8221;, sublinha a investigadora do ICT elucidando que essa contamina\u00e7\u00e3o \u201c\u00e9 mais not\u00f3ria em locais com intensa atividade agr\u00edcola\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">Este facto \u00e9 justificado pela investigadora \u201cpela utiliza\u00e7\u00e3o de fertilizantes e pesticidas e pelas escorr\u00eancias destes para as linhas de \u00e1gua\u201d, como consequ\u00eancia \u201cexiste um impacto direto na qualidade da \u00e1gua\u201d destacando-se aqui a Ribeira de \u00c1lamos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">Outro motivo de preocupa\u00e7\u00e3o apontado no estudo s\u00e3o as \u00e1guas residuais que resultam das esta\u00e7\u00f5es de tratamento localizadas nas \u00e1reas urbanas, verificando-se que estas v\u00e3o comprometer a qualidade das \u00e1guas das ribeiras como \u00e9 exemplo a Ribeira do Zebro, um curso de \u00e1gua que nasce na freguesia da Amareleja, concelho de Moura, no Alentejo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">A equipa de investigadores aponta ainda que linhas de \u00e1gua, associadas a sedimentos com caracter\u00edsticas granulom\u00e9tricas maioritariamente arenosas, podem constituir focos de polui\u00e7\u00e3o de contaminantes para jusante, explicado pelo facto destes serem \u201cconstitu\u00eddos maioritariamente por part\u00edculas grosseiras e arenosas que tem menor capacidade de adsor\u00e7\u00e3o\u201d, explica Patr\u00edcia Palma.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">Em suma, para a investigadora do ICT \u201cficou evidente a grande sensibilidade dos regimes tempor\u00e1rios ao clima e \u00e0 polui\u00e7\u00e3o agr\u00edcola e urbana\u201d observando ser \u201curgente o desenvolvimento de pol\u00edticas de uso de solo direcionadas para a prote\u00e7\u00e3o destes ecossistemas e para a melhoria do seu estado ecol\u00f3gico e qu\u00edmico\u201d, medidas que tamb\u00e9m podem contribuir para a redu\u00e7\u00e3o da contamina\u00e7\u00e3o de massas de \u00e1gua a jusante, como Alqueva.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">Com esta informa\u00e7\u00e3o e para mitigar os efeitos negativos, a investigadora prop\u00f5e ainda que \u201cdevemos aumentar a sustentabilidade da agricultura de regadio e promover uma pol\u00edtica de usos de solos mais equilibrada por forma a controlar as \u00e1reas regadas\u201d, acrescentando que \u201c\u00e9 muito importante refor\u00e7ar a \u00e1rea de Montado, sobretudo nas \u00e1reas mais sens\u00edveis\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">Para os investigadores, \u201ceste estudo assume especial import\u00e2ncia para a conserva\u00e7\u00e3o da natureza e para a qualidade da \u00e1gua na zona estudada\u201d, destacando-se ainda que &#8220;pela primeira vez foi apresentada a caracteriza\u00e7\u00e3o do estado qu\u00edmico destas ribeiras da Bacia do Guadiana&#8221;, referindo a investigadora que liderou este estudo que a tipologia de regimes tempor\u00e1rios \u201c\u00e9 vital para esta regi\u00e3o particularmente devido \u00e0s condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">O conhecimento qu\u00edmico e ecol\u00f3gico de um n\u00famero cada vez maior de ribeiras e afluentes ao Guadiana \u201cpossibilita a caracteriza\u00e7\u00e3o cada vez mais completa desta bacia e vem fornecer ferramentas\/ conhecimento, ao j\u00e1 existente e desenvolvido pela APA, para que os Planos de Bacia Hidrogr\u00e1fica possam ser estabelecidos de uma forma mais direcionada e espec\u00edfica&#8221; assume, refor\u00e7ando que \u00e9 imprescind\u00edvel desenvolver novos estudos que correlacionem a caracteriza\u00e7\u00e3o das diferentes tipologias de \u00e1gua com, os usos de solos e as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, dada as caracter\u00edsticas espec\u00edficas registadas em toda a regi\u00e3o do Mediterr\u00e2neo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">O estudo foi desenvolvido no \u00e2mbito de um projeto em parceria com Instituto Polit\u00e9cnico de Beja &#8211; Escola Superior Agr\u00e1ria \u2013 o ALOP &#8211; Sistemas de observa\u00e7\u00e3o, previs\u00e3o e alerta na atmosfera e em reservat\u00f3rios de \u00e1gua do Alentejo- que a equipa de investigadores do ICT (Patr\u00edcia Palma, Helena Novais, Maria Jo\u00e3o Costa, Miguel Potes, Alexandra Pena, Manuela Morais) avaliaram a influ\u00eancia das caracter\u00edsticas hidrogeomorfol\u00f3gicas, do clima e dos usos do solo na qualidade da \u00e1gua em ribeiras da Bacia do Guadiana, afluentes \u00e0 Albufeira do Alqueva, nomeadamente, as Ribeiras do Zebro, \u00c1lamos, Lucefecit e Amieira, coordenado por Rui Salgado, investigador no ICT e professor do Departamento de F\u00edsica da U\u00c9.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um estudo do Instituto Ci\u00eancias da Terra da Universidade de \u00c9vora (U\u00c9) demonstrou que a cobertura agro-silvo-pastoril, ou seja, o Montado, um ecossistema caracter\u00edstico do Alentejo e que subsiste apenas no Mediterr\u00e2neo, exerce um efeito positivo na qualidade de linhas de \u00e1gua atuando como uma barreira \u00e0 polui\u00e7\u00e3o e dificultando o arrastamento de compostos pelas [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":3070,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[15],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.icterra.pt\/legacy\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3067"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.icterra.pt\/legacy\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.icterra.pt\/legacy\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.icterra.pt\/legacy\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.icterra.pt\/legacy\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3067"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.icterra.pt\/legacy\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3067\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3069,"href":"https:\/\/www.icterra.pt\/legacy\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3067\/revisions\/3069"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.icterra.pt\/legacy\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3070"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.icterra.pt\/legacy\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3067"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.icterra.pt\/legacy\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3067"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.icterra.pt\/legacy\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3067"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}