{"id":3015,"date":"2021-01-18T10:27:30","date_gmt":"2021-01-18T10:27:30","guid":{"rendered":"https:\/\/www.icterra.pt\/?p=3015"},"modified":"2021-01-18T10:30:57","modified_gmt":"2021-01-18T10:30:57","slug":"ue-quer-identificar-instalacoes-piloto-para-sequestrar-co2-para-combater-alteracoes-climaticas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.icterra.pt\/legacy\/index.php\/2021\/01\/18\/ue-quer-identificar-instalacoes-piloto-para-sequestrar-co2-para-combater-alteracoes-climaticas\/","title":{"rendered":"ICT\/U\u00c9 quer identificar instala\u00e7\u00f5es-piloto para sequestrar CO2 para combater altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas"},"content":{"rendered":"<div class=\"row\">\n<div class=\"conteudo-resumo col-12 col-md-12\">\n<div class=\"resumo\">\n<p align=\"center\"><span style=\"font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O estudo visa identificar potenciais locais para instala\u00e7\u00f5es-piloto de armazenamento geol\u00f3gico de CO2, tecnologia que evita a liberta\u00e7\u00e3o para a atmosfera do di\u00f3xido de carbono produzido pelas ind\u00fastrias dos setores eletroprodutor, sider\u00fargico ou cimenteiro. O g\u00e1s \u00e9 injetado no subsolo, a grandes profundidades, onde fica sequestrado nas rochas de forma permanente. As consequ\u00eancias s\u00e3o duplamente vantajosas para o ambiente; por um lado, reduzem-se diretamente as emiss\u00f5es de gases com efeito de estufa, por outro, contribui-se para uma economia circular, uma vez que o CO2 capturado pode ser reutilizado na produ\u00e7\u00e3o de metano ou de combust\u00edveis sint\u00e9ticos, entre outras aplica\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p align=\"center\">\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"row\">\n<div class=\"conteudo col-12\">\n<div class=\"corpo\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Com uma dota\u00e7\u00e3o or\u00e7amental superior a 10 milh\u00f5es de Euros, o projeto PilotSTRATEGY &#8211; CO2 Geological Pilots in Strategic Territories, coordenado na U\u00c9 por J\u00falio Carneiro, investigador do Instituto de Ci\u00eancias da Terra (ICT) e professor no Departamento de Geoci\u00eancias, foi recentemente selecionado pela Comiss\u00e3o Europeia (CE) no \u00e2mbito do programa Horizonte 2020 para caraterizar potenciais locais para instala\u00e7\u00f5es-piloto de inje\u00e7\u00e3o de CO2 em forma\u00e7\u00f5es geol\u00f3gicas. Em causa est\u00e1 o armazenamento geol\u00f3gico de CO2 como tecnologia de mitiga\u00e7\u00e3o das altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, a carateriza\u00e7\u00e3o geol\u00f3gica e a apresenta\u00e7\u00e3o de estudos de engenharia preliminares que permitam o suporte t\u00e9cnico e cient\u00edfico necess\u00e1rio para uma decis\u00e3o final sobre o financiamento de instala\u00e7\u00f5es-piloto de armazenamento de CO2 em forma\u00e7\u00f5es geol\u00f3gicas da Bacia Lusitaniana (Portugal), Bacia de Paris (Fran\u00e7a) e da Bacia do Ebro (Espanha).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">J\u00falio Carneiro explica que o armazenamento geol\u00f3gico de CO2 (uma componente das tecnologias CCUS- Capta\u00e7\u00e3o, Utiliza\u00e7\u00e3o e Armazenamento Geol\u00f3gico de Di\u00f3xido de Carbono) \u201cbaseia-se na devolu\u00e7\u00e3o do carbono \u00e0 sua origem\u201d, entendida como a utiliza\u00e7\u00e3o de forma\u00e7\u00f5es geol\u00f3gicas como locais seguros para o armazenamento de CO2 capturado em grandes fontes estacion\u00e1rias, destacando-se as cimenteiras, termoel\u00e9tricas, refinarias e outras. O armazenamento geol\u00f3gico \u201cevita a liberta\u00e7\u00e3o para a atmosfera do CO2 produzido por aquelas ind\u00fastrias, pois o g\u00e1s \u00e9 injetado no subsolo, a grandes profundidades, onde fica sequestrado nas rochas de forma permanente\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Mas como pode este processo enquadrar-se nas tecnologias de mitiga\u00e7\u00e3o das altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas? Permite \u201caos sectores industriais e electroprodutores reduzir as suas emiss\u00f5es de gases com efeito de estufa\u201d esclarece o investigador, acrescentando que as tecnologias CCUS \u201ccontribuem tamb\u00e9m para um sistema de economia circular, uma vez que o CO2 capturado pode ser reutilizado na produ\u00e7\u00e3o de metano, de combust\u00edveis sint\u00e9ticos e em v\u00e1rias outras aplica\u00e7\u00f5es\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">J\u00falio Carneiro exemplifica \u201cno sector cimenteiro cerca de 2\/3 das emiss\u00f5es resultam do pr\u00f3prio processo de produ\u00e7\u00e3o do cimento e n\u00e3o da utiliza\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis f\u00f3sseis, n\u00e3o podendo, por isso, ser evitadas atrav\u00e9s de uma transi\u00e7\u00e3o para fontes de energia renov\u00e1vel\u201d. Tamb\u00e9m a Estrat\u00e9gia Nacional do Hidrog\u00e9nio, recentemente aprovada, \u201creserva um papel significativo para as tecnologias CCUS, pois perspetiva um papel importante para os combust\u00edveis sint\u00e9ticos, produzidos a partir do hidrog\u00e9nio e de CO2 que deve ser capturado em grandes fontes estacion\u00e1rias\u201d avan\u00e7a ainda o professor da Universidade de \u00c9vora.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Liderado pelo instituto franc\u00eas BRGM- Bureau de Recherches G\u00e9ologiques et Mini\u00e8res, este projeto envolve dezasseis (16) institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e privadas de sete (7) pa\u00edses (Fran\u00e7a, Espanha, Portugal, Gr\u00e9cia, Pol\u00f3nia, Alemanha e Reino Unido), sendo que em Portugal cabe ao ICT da Universidade de \u00c9vora, em parceria com a GALP e o Instituto de Ci\u00eancias Sociais da Universidade de Lisboa (ICC-UL) o desenvolvimento dos trabalhos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O cons\u00f3rcio ir\u00e1 ainda estudar bacias sedimentares na Maced\u00f3nia Ocidental (Gr\u00e9cia) e Alta Sil\u00e9sia (Pol\u00f3nia) com o prop\u00f3sito de contribuir para o conhecimento geol\u00f3gico sobre aqu\u00edferos salinos profundos e aumentar a confian\u00e7a e maturidade nas estimativas da capacidade de armazenamento de CO2 naquelas regi\u00f5es. O PilotSTRATEGY \u00e9 multidisciplinar, com uma forte componente no \u00e2mbito da an\u00e1lise social, o que implica informar e auscultar os cidad\u00e3os, bem como todas as partes interessadas relativamente a mat\u00e9rias em estudo. Esta componente pretende analisar os fatores que influenciam a aceita\u00e7\u00e3o p\u00fablica desta tecnologia de forma a desenvolver metodologias de informa\u00e7\u00e3o e de envolvimento das entidades regionais (p\u00fablicas e privadas) no planeamento das instala\u00e7\u00f5es-piloto.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><strong>Universidade de \u00c9vora pioneira na carateriza\u00e7\u00e3o do potencial de armazenamento geol\u00f3gico em territ\u00f3rio continental<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">De acordo com as proje\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Internacional de Energia, as metas do Acordo de Paris e de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel implicam a ado\u00e7\u00e3o em larga escala das tecnologias CCUS, estimando-se que a sua contribui\u00e7\u00e3o situe entre 15% e 25% da redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es necess\u00e1ria para atingir a neutralidade carb\u00f3nica. Tamb\u00e9m o Roteiro Nacional de implementa\u00e7\u00e3o da Tecnologia CCUS refor\u00e7a a sua import\u00e2ncia para que as ind\u00fastrias nacionais com emiss\u00f5es de processo relevantes atinjam a neutralidade carb\u00f3nica.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A U\u00c9, inicialmente atrav\u00e9s do Centro de Geof\u00edsica de \u00c9vora e atualmente atrav\u00e9s do Instituto de Ci\u00eancias da Terra (ICT) e do Departamento de Geoci\u00eancias, desenvolve investiga\u00e7\u00e3o nesta \u00e1rea desde 2009, tendo liderado ou participado em praticamente todos os estudos relevantes sobre a tecnologia CCUS realizados em Portugal. Os projetos KTEJO (2009-2010), financiado pelo QREN, e COMET (2009-2012), financiado pelo 7\u00baPQ, permitiram efetuar a primeira carateriza\u00e7\u00e3o do potencial de armazenamento geol\u00f3gico em territ\u00f3rio continental, quer na zona emersa, quer na zona offshore.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O projeto CCS-PT (2014-2015) produziu o Roteiro Nacional para implementa\u00e7\u00e3o na Captura e Armazenamento de CO2 pela ind\u00fastria nacional. Para al\u00e9m do PilotSTRATEGY, atualmente est\u00e3o em curso no ICT dois outros projetos; o InCarbon, financiado pela FCT, e o STRATEGY CCUS, financiado pelo H2020. O projecto InCarbon, desenvolvido em parceria com o LNEG, procura avaliar o potencial de utiliza\u00e7\u00e3o de rochas m\u00e1ficas e ultram\u00e1ficas na regi\u00e3o do Alentejo para o armazenamento de CO2 que possa vir a ser capturado em instala\u00e7\u00f5es industriais localizadas no Sul de Portugal. O projeto STRATEGY CCUS, que para al\u00e9m do ICT integra os parceiros nacionais DGEG, CIMPOR e U. NOVA, estuda a implementa\u00e7\u00e3o da tecnologia em oito zonas promissoras no Sul e Leste da Europa, incluindo a Bacia Lusitaniana em Portugal, na zona entre Set\u00fabal e Figueira da Foz.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O estudo visa identificar potenciais locais para instala\u00e7\u00f5es-piloto de armazenamento geol\u00f3gico de CO2, tecnologia que evita a liberta\u00e7\u00e3o para a atmosfera do di\u00f3xido de carbono produzido pelas ind\u00fastrias dos setores eletroprodutor, sider\u00fargico ou cimenteiro. O g\u00e1s \u00e9 injetado no subsolo, a grandes profundidades, onde fica sequestrado nas rochas de forma permanente. 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