{"id":1972,"date":"2020-02-27T15:34:46","date_gmt":"2020-02-27T15:34:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.icterra.pt\/?p=1972"},"modified":"2020-02-27T15:36:53","modified_gmt":"2020-02-27T15:36:53","slug":"ue-sobre-os-10-anos-do-desastre-na-ilha-da-madeira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.icterra.pt\/legacy\/index.php\/2020\/02\/27\/ue-sobre-os-10-anos-do-desastre-na-ilha-da-madeira\/","title":{"rendered":"U\u00c9 sobre os 10 anos do desastre na Ilha da Madeira"},"content":{"rendered":"<div class=\"titulo\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">U\u00c9 sobre os 10 anos do desastre na Ilha da Madeira<\/span><\/div>\n<div><\/div>\n<p>&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-1968 alignleft\" src=\"http:\/\/www.icterra.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Cartaz_vf-212x300.png\" alt=\"\" width=\"212\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.icterra.pt\/legacy\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Cartaz_vf-212x300.png 212w, https:\/\/www.icterra.pt\/legacy\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Cartaz_vf-768x1086.png 768w, https:\/\/www.icterra.pt\/legacy\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Cartaz_vf-724x1024.png 724w, https:\/\/www.icterra.pt\/legacy\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Cartaz_vf-820x1160.png 820w\" sizes=\"(max-width: 212px) 100vw, 212px\" \/><\/div>\n<div class=\"resumo\" style=\"text-align: justify;\">\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">H\u00e1 10 anos, a 20 de fevereiro de 2010, ocorreu na ilha da Madeira um evento de precipita\u00e7\u00e3o extraordinariamente elevada que esteve na origem de deslizamento de terras com grandes perdas materiais e uma enorme trag\u00e9dia humana.\u00a0O estudo desenvolvido no Instituto de Ci\u00eancias da Terra, (ICT), Universidade de \u00c9vora, (U\u00c9) em colabora\u00e7\u00e3o com o IPMA, melhorou, entre outros par\u00e2metros, o entendimento sobre os diferentes ambientes atmosf\u00e9ricos.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"corpo\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">Ap\u00f3s uma d\u00e9cada da ocorr\u00eancia deste fen\u00f3meno natural, o estudo desenvolvido no Instituto de Ci\u00eancias da Terra, Universidade de \u00c9vora, em colabora\u00e7\u00e3o com o IPMA, \u201cmelhorou o entendimento sobre os diferentes ambientes atmosf\u00e9ricos e os mecanismos que favorecem a ocorr\u00eancia de precipita\u00e7\u00e3o intensa na ilha da Madeira e os seus padr\u00f5es espaciais\u201d avan\u00e7a Flavio Couto. Para o investigador do ICT da U\u00c9, \u201co conhecimento adquirido fornece elementos \u00fateis \u00e0 previs\u00e3o meteorol\u00f3gica deste tipo de eventos\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">Em rela\u00e7\u00e3o a ambientes de larga escala, Flavio Couto sublinha que \u201cverificou-se que os eventos mais significativos foram favorecidos por sistemas meteorol\u00f3gicos, assim como pelo transporte meridional de humidade por meio de estruturas denominadas \u00abRios Atmosf\u00e9ricos\u00bb. Entretanto, o principal fator identificado favorecendo os eventos de precipita\u00e7\u00e3o intensa esteve relacionado com a orografia local\u201d. Para este investigador, \u201co terreno complexo da ilha favorece a ocorr\u00eancia de precipita\u00e7\u00e3o estacion\u00e1ria induzida orograficamente sobre as terras mais altas, embora a precipita\u00e7\u00e3o nas zonas costeiras possa ser produzida por um efeito localizado de bloqueio. Estes sistemas precipitantes orogr\u00e1ficos apresentaram diferentes estruturas, associados a convec\u00e7\u00e3o pouco profunda e profunda\u201d, esclarece o investigador.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">O estudo levado a cabo pela equipa da U\u00c9 mostrou que \u201ca combina\u00e7\u00e3o entre as caracter\u00edsticas do escoamento atmosf\u00e9rico, a quantidade de humidade, e a orografia s\u00e3o os condimentos essenciais para o desenvolvimento da precipita\u00e7\u00e3o sobre a ilha, atuando de maneira a definir as regi\u00f5es de precipita\u00e7\u00e3o excessiva&#8221;, conclui.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">Recorde-se que, segundo o Instituto Portugu\u00eas do Mar e da Atmosfera, na origem do fen\u00f3meno esteve um sistema frontal\u00a0de forte atividade associado a uma depress\u00e3o que se deslocou a partir dos A\u00e7ores, pelo que o choque da massa de ar polar com a tropical deu origem a uma superf\u00edcie frontal que, aliada \u00e0 elevada temperatura da \u00e1gua do oceano acelerou a\u00a0 condensa\u00e7\u00e3o, causando uma precipita\u00e7\u00e3o extremamente elevada num curto espa\u00e7o de tempo.<\/span><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>U\u00c9 sobre os 10 anos do desastre na Ilha da Madeira &nbsp; &nbsp; H\u00e1 10 anos, a 20 de fevereiro de 2010, ocorreu na ilha da Madeira um evento de precipita\u00e7\u00e3o extraordinariamente elevada que esteve na origem de deslizamento de terras com grandes perdas materiais e uma enorme trag\u00e9dia humana.\u00a0O estudo desenvolvido no Instituto de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":1973,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[15],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.icterra.pt\/legacy\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1972"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.icterra.pt\/legacy\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.icterra.pt\/legacy\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.icterra.pt\/legacy\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.icterra.pt\/legacy\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1972"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.icterra.pt\/legacy\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1972\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1978,"href":"https:\/\/www.icterra.pt\/legacy\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1972\/revisions\/1978"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.icterra.pt\/legacy\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1973"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.icterra.pt\/legacy\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1972"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.icterra.pt\/legacy\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1972"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.icterra.pt\/legacy\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1972"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}